26 de junho de 2009

Receita: Broa de fubá Mineira

Num sei ocês, mas eu gostu dimaisdaconta do frio...
E nada mió quí cumê umas cumidinha bem quentinha, né mess?!
Como todo mundo fica bem empacotadin cum tanta rôpa...
ninguém põe reparo se tivé umas gurdurinha sobrando...

O jeito é acendê a fuguêra e ficá em vorrta dela quêmando as calôria, que acha?!
E que tarr saboriá uma BoaBrôadiFubá ?! É facin...facin...
Essa receitinha quem me deu foi Valéria, uma cumadi minêra.


Broa (bolo) de fubá Mineira

Ingrêdientis

3 ovos
2 xícaras (chá) de açúcar
2 xícaras (chá) de fubá
2 xícaras (chá) de trigo
2 xícaras (chá) de leite
1 xícara (chá) de óleo
1 colher (sopa) de Fermento em pó

Módifazê

Em uma vasilha misture os ovos e o açúcar. Depois acrescente cada ingrediente e misture bem sem bater muito. Por último o fermento. Tabuleiro (assadeira), untado e polvilhado, leve ao forno até dourar (+ou-35 minutos).
*Obs: Eu coloco na massa dependendo da ocasião (ou gosto), erva-doce, coco ralado, goiabada cascão ou queijo.

Broa de Fubá em Minas, em outras regiões Bolo de milho ou de fubá.

Um bejim!
=)

Receitas:


2 de junho de 2009

Amélia que era mulher de verdade

Olá cumadis e cumpadis!!

"...bota mais água no feijão que eu tô voltaaando..." :} ... bateu aquela 'Saudádimaisdaconta', viu?!! Vortamo pra capitár... mah isso é ôtraa história, né?! Cum mais carrma a gentchi conta. Importanti merrmo é que a distância num conseguiu separá o carim purdimais qui sinto docês!! Espero que voltem a visitar minha cozinha... 'pra modequê' a gente colocar 'os causo' em dia!!

Um bejim e um quejim!! =)


Amélia que era mulher de verdade

"São 7h. O despertador canta de galo e eu não tenho forças nem para atirá-lo contra a parede. Estou TÃO acabada, não queria ter que trabalhar hoje. Quero ficar em casa, cozinhando, ouvindo música, cantarolando, até. Se tivesse filhos, gastaria a manhã brincando com eles, se tivesse cachorro, passeando pelas redondezas. Aquário? Olhando os peixinhos nadarem. Espaço? Fazendo alongamento. Leite condensado? Brigadeiro. Tudo menos sair da cama, engatar uma primeira e colocar o cérebro pra funcionar.
Gostaria de saber quem foi a mentecapta, a matriz das feministas que teve a infeliz idéia de reivindicar direitos à mulher e por quê ela fez isso conosco, que nascemos depois dela. Estava tudo tão bom no tempo das nossas avós, elas passavam o dia a bordar,
a trocar receitas com as amigas, ensinando-se mutuamente segredos de molhos e temperos, de remédios caseiros, lendo bons livros das bibliotecas dos maridos, decorando a casa, podando árvores, plantando flores, colhendo legumes das hortas, educando crianças, freqüentando saraus, a vida era um grande curso de artesanato, medicina alternativa e culinária.

Aí vem uma fulaninha qualquer que não gostava de sutiã tampouco de espartilho, e contamina várias outras rebeldes inconseqüentes com idéias mirabolantes sobre "vamos conquistar o nosso espaço". Que espaço, minha filha? Você já tinha a casa inteira, o bairro todo, o mundo ao seus pés. Detinha o domínio completo sobre os homens, eles dependiam de você para comer, vestir, e se exibir para os amigos, que raio de direitos requerer? Agora eles estão aí, todos confusos, não sabem mais que papéis desempenhar na sociedade, fugindo de nós como o diabo da cruz. Essa brincadeira de vocês acabou é nos enchendo de deveres, isso sim. E nos lançando no calabouço da solteirice aguda.Antigamente, os casamentos duravam para sempre, tripla jornada era coisa do Bernard do vôlei - e olhe lá, porque naquela época não existia Bernard e, se duvidar, nem vôlei. Por quê, me digam por quê um sexo que tinha tudo do bom e do melhor, que só precisava ser frágil, foi se meter a competir com o macharedo? Olha o tamanho do bíceps deles, e olha o tamanho do nosso. Tava na cara que isso não ia dar certo.

Não agüento mais ser obrigada ao ritual diário de fazer escova, maquiar, passar hidratantes, escolher que roupa vestir, que sapatos, acessórios, que perfume combina com o meu humor, nem de ter que sair correndo, ficar engarrafada, correr risco de ser assaltada, de morrer atropelada, passar o dia ereta na frente do computador, com o telefone no ouvido, resolvendo problemas. Somos fiscalizadas e cobradas por nós mesmas a estar sempre em forma, sem estrias, depiladas, sorridentes, cheirosas, unhas feitas, sem falar no currículo impecável, recheado de mestrados, doutorados, e especializações.

Viramos super mulheres, continuamos a ganhar menos do que eles. Não era muito melhor ter ficado fazendo tricô na cadeira de balanço? Chega!! Eu quero alguém que pague as minhas contas, abra a porta para eu passar, puxe a cadeira para eu sentar, me mande flores com cartões cheios de poesia, faça serenatas na minha janela - ai, meu Deus, 7h30, tenho que levantar!, e tem mais, que chegue do trabalho, sente no sofá, coloque os pés pra cima e diga "meu bem, me traz uma bebidinha, por favor?", descobri que nasci pra servir. Cês pensam que eu tô ironizando? Tô falando sério! Estou abdicando do meu posto de mulher moderna.

Troco pelo de AMÉLIA. Alguém se habilita?" (Por Ana Kessler)

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